terça-feira, 15 de maio de 2012

"Mas o  O que eu amo em você , apesar de tudo, são suas palavras. Que voando no ar preenchem minhas páginas tão vazias." (Caio Augusto Leite)

BOM DIA, RO!!!!!!

Obrigada por você fazer parte de minha história!




terça-feira, 27 de março de 2012

Debates para o DCE da USP


Começou hoje e termina no dia 30, a eleição para o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Podem votar alunos de graduação e pós-graduação. São cinco as chapas concorrentes: 27 de outubro, Universidade em Movimento, Não vou me adaptar, Quem vem com tudo não cansa e Reação. Todas as chapas concordam em um ponto, o de que a representatividade do órgão esta cada vez mais baixa por falta de diálogo com os alunos e demais órgãos de representação dos estudantes de São Paulo e do interior. Nesta segunda, foram realizados 3 debates em horários diferentes, um ocorreu na Escola Politécnica, os demais no prédio do curso de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e na Faculdade de Direito. Dos 16.379 alunos destas três unidades compareceram aos debates aproximadamente 700 alunos.
A deslegitimização do diretório como foi falado nos debates é fruto de gestões sem transparência e sem contato real com os estudantes. “No ano passado, o DCE perdeu o controle do que estava acontecendo, foram os alunos que levaram a mobilização para a frente” disseram os debatedores do USP em Movimento. Por meio do debate o que se pode perceber é que objetivo de todos os concorrentes, agora, é agregar pessoas, fortalecer o contato com os Centros Acadêmicos, além de realizar o XI Congresso da USP em que podem ocorrer discussões tanto sobre a universidade quanto sobre questões sociais.
Outras propostas para integrar os alunos às atividades do movimento estudantil são a continuidade das Assembleias (como instrumento deliberativo e de proposição de ideias) e o plebiscito que poderia auxiliar em questões como a permanência ou não da Polícia Militar nos campus. Quatro das cinco chapas são contrárias à permanência da polícia miltar na USP. Pelo menos duas defendem propostas alternativas de segurança no campus. E apenas uma, a chapa Reação diz que seus membros ainda não entraram em um consenso sobre a questão.
De todas as chapas que concorrem, a Reação é a única que se destaca por uma versão antagônica às outras chapas de como o diretório deve ser gerenciado. E é extremamente criticada pelos outros debatedores, uma vez que, tem suas preferências políticas pelo PSDB por trás de um pretenso apartidarismo. E para quem concorre ao DCE, esta seria uma possível estratégia para angariar votos e simpatias entre os estudantes que participaram do movimento de greve, mas defendiam um diretório apartidário.
Quando questionadas sobre a autonomia, todas foram unânimes em dizer que a escolha de seus membros não fere a independência político partidário que o DCE deve ter como órgão representativo de todos os alunos.
O grito de guerra “Fora Rodas” continua a existir como proposta entre as chapas. Entretanto, não há apenas como se discutir a retirada do Reitor sem propor alterações no Estatuto da Universidade, dizem os debatedores. E uma das principais mudanças, que dá para se depreender dos discursos, é a forma de se eleger o Reitor. Para todos, a eleição deve ser direta, democrática e não com base em uma lista tríplice de um órgão colegiado em que o governador pode se dignar a escolher o segundo ou terceiro da lista sem considerar os anseios de quem realmente faz parte da Universidade.
E para que haja mudanças, a estatuinte (reunião para rediscutir, reformular e votar um novo Estatuto para a USP) deve ser convocada e suas decisões devem ser soberanas. A questão mais debatida dentro desta temática foi a forma de participação de alunos, funcionários e professores. Enquanto a chapa reação propunha a ideia de um homem equivaler a um voto, a chapa USP em movimento pedia por maior peso sobre o voto de alunos, sendo proporcional à quantidade de estudantes da Universidade. As demais pediram pela paridade entre as três categorias.
Questões como cotas, machismo e homofobia também tiveram seu destaque. Novamente na contramão dos acontecimentos, a chapa Reação defendeu que as cotas deveriam acabar. Um de seus debatedores disse que as cotas não resolvem o problema da educação de base e que também não promove equiparação educacional ou social. Quanto à questão da mulher e homofobia na USP, todas as chapas foram unânimes em falar sobre a importância de se discutir sobre o tema preconceito de gênero que acontece dentro e fora da USP. A chapa “27 de outubro” mencionou a necessidade de combater os trotes violentos que fazem as mulheres passarem por situações humilhantes.
O destaque, entretanto, não foi para qualquer uma das chapas, mas para o morador de rua Bezerra, velho conhecido dos São Franciscanos que aos brados, dizendo ser representante do povo disse que o papel dos estudantes ali presentes era, antes de mais nada, reformar o ser humano, a sociedade.

* as informações sobre o número de estudantes das unidades foram retiradas do anuário da USP

quarta-feira, 14 de março de 2012

Loucura

Hj eu descobri que as pessoas muitas vezes dizem que você está ficando louca porque elas querem que você se sinta louca e se convença verdadeiramente de que isto é verdade. Mas a verdade mesmo é que ninguém pode diagnosticar o outro como louco se tem a visão embaçada para enxergar quem é outro ou até a si mesmo.
Não sou muito de filosofar à respeito de questões religiosas, mas o mandamento: "Não julgarás" cabe bem nestes casos.
Até mesmo porque o ser humano é tão complexo que não há quem seja são o suficiente para analisar ao outro e dizer algo tão drástico a outrem.
Quem sou eu era a resposta que cada um deveria buscar em si.
Parafraseando Caetano Veloso, "Cada um sabe a dor e a 'loucura' de ser o que é"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ambiguidades uspianas

Embora USPIANOS POSSAM SER CONSIDERADOS como MENTES POUCO BRILHANTES e de GRANDES MÚSCULOS POR um SITE AMERICANO*, quem ESTUDA e se torna um GRÃO MESTRE a ponto de se tornar REITOR da UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) sabe que a AMBIGUIDADE também PODE SER usada como um RECURSO ESTILÍSTICO em que a pretensão real é tornar a DECLARAÇÃO polissêmica, ESCORREGADIA.

Para entrar na USP não basta ter conhecimentos teóricos, tem de saber ler, interpretar e mais do que tudo explanar o conhecimento adquirido em respostas a um dos mais temidos vestibulares: a FUVEST. Pretende-se, portanto, que estas também sejam qualidades de quem "rege" a Instituição Universitária.

Uma das formas de se inquirir o conhecimento e a "esperteza" do vestibulando são as famosas questões de ambiguidade em que muitos passam algum tempo quebrando a cabeça quanto aos significados "objetivo" e "oculto" de uma oração ou declaração. Isto é, o que o autor quis dizer e o que ele acabou deixando entender.

Sentado na varanda, o menino avistou um mendigo é um ótimo exemplo do que faz queimar as pestanas. Quem estava mesmo sentado na varanda? O menino ou o mendigo? Embora eu possa aqui dar uma bela resposta conceitual, o signifcado real da oração só vai saber quem a disse ou escreveu.

Bem como só vamos ser aptos a entender esta "frase do dia", se acaso houver desambiguação por quem a proferiu. Nos mais me sinto ofendida quaisquer que tenham sido as intenções desta. Porque não me consideraria feliz com a morte de alguém para poder seguir com meus ideais. E não me considero segura com a ameaça que aparece implícita e em destaque.

O Sr. Reitor do (raso) diálogo e da (suposta) comunicação está precisando deixar de ser um macho Alfa.



*Tradução um tanto distorcida pelo Estadão.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cartinha ao bom velhinho

Em época de Natal, crendo ou não em Papai Noel todo mundo pede ou deseja algo para si ou para os outros.

Como eu não consegui encontrar no setor de consumo aquilo que mais desejo, resolvi fazer o pedido ao bom velhinho mesmo.

E como estamos na era da internet. E ele provavelmente já deve estar informatizado recebendo milhares de emails e não só cartas e cartões. Vou deixar aqui o meu pedido.

Querido Papai Noel,

Não vou aqui dizer que fui uma boa menina o ano inteiro. Porque na confusão de valores mundiais, eu não consigo muitas vezes enxergar o certo e o errado. E não vou ficar me torturando em busca de ideias maniqueístas propagadas por meios de comunicação ou mesmo religiosos.

Como entender por exemplo, o "mocinho norte-americano" matar torturado o "vilão libanês". Ou a nossa "civilização" sempre sob ameaça de uma possível guerra em qualquer lugar do mundo por falta de respeito à autodeterminação dos povos ou à soberania de um país.

Como classificar a deturpação da informação? Ou a ocultação?

Por estes motivos não me sinto apta a dizer se fui boa ou má durante o ano.

Mas me sinto à vontade de pedir mesmo assim.

Eu preciso apenas de um pouco mais de Tempo de Qualidade! Para me encontrar, para ficar com o meu filho, namorar, estudar e trabalhar. Para manter a mente sadia.

E, não acredito que possa ser tão difícil para o Senhor diminuir a velocidade de rotação da Terra e ampliar as 24h de um dia. Este é o meu pedido.

Muito obrigada, espero que você também leia blogs (rs)

*S*O*M*

sábado, 22 de outubro de 2011