" A Educação no Brasil piorou muito. Com a internet, há muito mais informação, mas é tudo superficial e não é possível absorver tudo." Silvio de Abreu, O Estado de São Paulo, seção ligue-se TV, caderno TV, de 20 a 28 de agosto de 2010.
Se pensarmos sob o aspecto de que a educação cada vez mais vem se mercantilizando e a necessidade de especializações maiores para a obtenção de um bom emprego, de colocação no mercado podemos, sim, dizer que a Educação piorou porque o que move muitas vezes a uma maior qualificação não é o conhecimento para um desenvolvimento humano, mas técnico.
Não é à toa que muitas Universidades e faculdades são desconsideradas como tais por trazerem somente esta visão voltada para o mercado de trabalho e não à sociedade como um todo, da mesma forma podemos encaixar muitos técnopolos, em que o desenvolvimento de pesquisas se direciona para questões de desenvolvimento de produtos rentáveis no mercado ou a utlização do resultado destas pesquisas são desvirtuados para interesses comerciais. PROPRIEDADE INTELECTUAL, principalmente quando se trata de desenvolvimento industrial NÃO deveria ter e ÚNICO DONO, mas ser bem UNIVERSAL.
Se pensarmos desta forma, sim, podemos entender que o ensino piorou. Porém colocar Educação e Internet em um mesmo contexto por enquanto, é não enteder que, em primeiro lugar, a já havia muita informação antes, apenas não era compartilhada como é, hoje, na internet; como segundo ponto a internet não é educadora, mas uma ferramenta que pode e deve ser muito bem utilizada para a educação; como terceiro ponto, cabe aos próprios educadores tratarem da inserção deste meio de comunicação na vida dos jovens atuais e ao Estado democratizar o acesso como, por exemplo, fornecimento de banda larga gratuita a todos de forma a garantir a igualdade prevista na Constituição.
Agora, quanto à questão de absorver tudo, só mesmo um mago para fazê-lo, até mesmo na época que não havia internet.
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