É engraçado pensar que com a vida corrida, com todos os afazeres, a dificuldade em se descobrir mulher seja um mal de muitas de nós.
Não estou falando do fato de se arrumar, passar um rímel ou um batom, nem muito menos de namoros.
Falo da falta de reflexão quanto ao que fazemos no cotidiano, como pensamos nossas vidas, em geral, arraigadas de valores sociais que, nem sequer, um dia, paramos para verificar a veracidade ou a plausibilidade.
E muito do que vemos no dia-a-dia são questões que envolvem estes valores.
.....................................................................................................................................................................
Estou escrevendo para o meu primeiro "artigo jornalístico", um jornal laboratório da faculdade, como não consegui comparecer à aula para distribuição de editoriais, fiquei incumbida para fazer a revista interna com temática infantil. A decisão para que eu participasse desta editoria foi tomada pelos meus colegas, motivação: Ela dá aula para crianças e tem filho.
Adorei ficar na seção, assim como adoraria qualquer outra designação dentro do jornal, quero mais é aprender, porém o motivo me parece a manifestação dos valores sociais que nem percebemos, mas temos.
.................................................................................................................................................................
A sociedade ainda gera mulheres que, quando mães, devem se esquecer que são mulheres, pessoas, a única incumbência delas é providenciar a educação da nova leva de pupilos do "futuro da nação".
Então quem somos nós, não existencialmente falando, mas socialmente? Que diferença fazemos de fato como indivíduos? O nosso papel é transformar a sociedade apenas sob o aspecto da educação de nossos filhos?
Às vezes, sinto-me menor do que um vegetal, com tanta publicidade sobre questões do meio ambiente, da necessidade de preservação de biomas, sustentabilidade da produção, e preservação para o futuro, eu me questiono se eu, você ou outras mulheres também não deveríamos ser tratadas de uma maneira mais carinhosa, como um questão deveras relevante.
Afinal, se formos sempre valoradas de acordo com os valores sexistas, só poderemos retransmití-los, afinal, ninguém é capaz de passar adiante aquilo que não experienciou.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Educação e internet
" A Educação no Brasil piorou muito. Com a internet, há muito mais informação, mas é tudo superficial e não é possível absorver tudo." Silvio de Abreu, O Estado de São Paulo, seção ligue-se TV, caderno TV, de 20 a 28 de agosto de 2010.
Se pensarmos sob o aspecto de que a educação cada vez mais vem se mercantilizando e a necessidade de especializações maiores para a obtenção de um bom emprego, de colocação no mercado podemos, sim, dizer que a Educação piorou porque o que move muitas vezes a uma maior qualificação não é o conhecimento para um desenvolvimento humano, mas técnico.
Não é à toa que muitas Universidades e faculdades são desconsideradas como tais por trazerem somente esta visão voltada para o mercado de trabalho e não à sociedade como um todo, da mesma forma podemos encaixar muitos técnopolos, em que o desenvolvimento de pesquisas se direciona para questões de desenvolvimento de produtos rentáveis no mercado ou a utlização do resultado destas pesquisas são desvirtuados para interesses comerciais. PROPRIEDADE INTELECTUAL, principalmente quando se trata de desenvolvimento industrial NÃO deveria ter e ÚNICO DONO, mas ser bem UNIVERSAL.
Se pensarmos desta forma, sim, podemos entender que o ensino piorou. Porém colocar Educação e Internet em um mesmo contexto por enquanto, é não enteder que, em primeiro lugar, a já havia muita informação antes, apenas não era compartilhada como é, hoje, na internet; como segundo ponto a internet não é educadora, mas uma ferramenta que pode e deve ser muito bem utilizada para a educação; como terceiro ponto, cabe aos próprios educadores tratarem da inserção deste meio de comunicação na vida dos jovens atuais e ao Estado democratizar o acesso como, por exemplo, fornecimento de banda larga gratuita a todos de forma a garantir a igualdade prevista na Constituição.
Agora, quanto à questão de absorver tudo, só mesmo um mago para fazê-lo, até mesmo na época que não havia internet.
I ENCONTRO DE BLOGUEIROS
O primeiro encontro de blogueiros foi interessante para abrir a mente, encontrar pessoas com ideologias semelhantes e distintas, acordar e discordar, dentro de uma tranquilidade incrível.
Dia 22/08 já entrou para a história, como uma data revolucionária, pois permanecendo toda a garra daqueles que lá estiveram, seremos uma família grande e abrangente, com o propósito de divulgar, informar, relatar, comentar acontecimentos cotidianos, agora, não mais solitariamente.
domingo, 22 de agosto de 2010
De direita ou de esquerda?
A vida inteira lutamos para nos diferenciarmos como indivíduos, sabermos que fizemos algo de realmente distinto e que de alguma forma faça sentido a vida que levamos.
Então um dia vem a pergunta: Você é de direita ou de esquerda? E você responde o quê?
Se responder de direita o que fica é a imagem de um grande vazio no campo existencial, pois você simplesmente se vê como alguém egoísta e egocêntrico, pessoa que nada faz para a melhoria social, mas simplesmente prima pela satisfação pessoal.
Se responder de esquerda o seu rótulo se modifica para o de uma pessoa mais humana, porém a ideia que acompanha a esta imagem é de alguém radical, baderneiro.
E se preferimos ficar no centro? Somos, simplesmente os de cima do muro, aqueles que não têm opinião, que vão apenas com a maré. Um tanto de direita porque esperamos nos posicionar de acordo com a posição mais conveniente a nós, um tanto de esquerda porque podemos até nos posicionarmos a favor de uma questão social.
Será que é assim mesmo? Há alguém tão infinitamente perfeito que se manifeste em todos os momentos da vida de um só lado? Diversidades existem na sociedade, nada diferente é com as pessoas, e se fosse tão fácil sabermos o que somos, muitas ciências e religiões não precisariam dar o ar da graça para tentar explicar qual nosso papel no mundo.
Simplista demais o rótulo. Não obstante, a ideia desta divisão tenha advindo de uma complexa Revolução.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Welwitschia
Marca registrada de minha adolescencia. Identificacao. Grande, sozinha, de raizes profundas e de uma singularidade inigualavel, talvez eu nao venha a viver o mesmo espaco temporal (1000 a 1200 anos), o que nao me possibilitara a mesma evolucao biologica, mas se eu puder adquirir um pouco desta experiencia para sobreviver em um mundo arido, ja estarei satisfeita.
Filhos da ditadura
Algumas vezes, nos damos conta de quanto algo fez efeito apenas quando passamos a avaliá-las no conjunto de valores que trazemos em nossas vidas.
Não sou de família que militou politicamente na época da ditadura e nem conto com algum grau de parentesco remoto que seja com alguém que tenha sido perseguido por suas ideias e ideiais.
Entretanto, o resultado de tantas atitudes insensatas é uma neurose coletiva daqueles que viveram esta época, mesmo que não tenham contribuído com sua intelectualidade para contestar ou protestar.
Pessoas que simplesmente cresceram sob o medo e que posteriormente passaram por meio da educação a seus filhos a mesma vida e regras autoritárias que tanto temiam.
Não digo aqui, somente o fato de até 1985, cantarmos o hino nacional em voz alta no pátio da escola, falo sobre o direcionamento imposto em valores que não foram questionados quando me foram transmitidos porque a crítica era algo a ser punido, simplesmente, nos mesmos moldes dos que desobedecem às regras de um general.
Assim, embora não tenha nem idade para ter vivido a mais alta loucura que foi o período mais árduo e opressivo que se seguiu ao golpe de 1964, ainda sim, considero-me como filha da ditadura, pela opressão que foi deixada como legado em minha educação.
Na mesma linha da Sociedade dos Peoetas Mortos me restam as palavras: Sim, senhor! Meu capitão!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O Primeiro
Meu primeiro blog.
Inesquecível...talvez. Dizem que as primeiras coisas sempre ficam em nossa mente.
Bom se eu já me esqueci da primeira vez que abri os olhos, de quando dei meu primeiro passo e diversas outras coisas, acho, então, que este ditado está furado.
De qualquer forma aos que ainda acreditem nesta teoria fica o alento de que nem todos pensam igual e isto, a bem da verdade, é muito bom.
Agradeço desde já a quem vier a acessar meu blog.
*S*O*M*
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O que pretendo
Não tenho a intenção de ter seguidores de minhas ideias, pois nem ao menos me sinto um messias, deixo isto para as religiões e aos fanatismos que podem muito bem ser relacionados a Deus ou não.
Escrever já me bastará.
Sobre que assunto? Não tenho certeza, o tema que for mais relevante no dia, no mês, na minha vida, para o planeta. Não quero carregar bandeiras fixas, não gosto de carnaval e não sou porta-bandeiras ou estandarte.
Escrever já me bastará.
A liberdade de deixar fluir as palavras é uma maravilha que a todos deveria deliciar. Se nos anúncios do metrô desenvolvidos para uma maior cultura da leitura encontra-se o fato de que por saber a língua portuguesa deveríamos desvendar o tesouro da literatura brasileira, porque, então, não poder parodiá-los, dizendo que ao sabermos a língua deveríamos descobrir o tesouro da expressão escrita?!
Às vezes, saber não significa nada, principalmente, se apenas ocorre em um processo individual e interno. O saber não tem um fim em si mesmo.
A ideia, assim, é soltar um pouco o conhecimento apreendido para que as ideias possam ser compartilhadas e, ao mesmo tempo, terem algum sentido de existência, mas sem a intenção de metamorfosear alguém, apenas como forma de expressão.
Assinar:
Postagens (Atom)

